O aceso debate sobre os sacrifícios exigidos à população portuguesa, resultado do OE para 2012, têm-se pautado pela ausência de uma questão fundamental: o peso dos partidos e dos políticos na despesa pública portuguesa.
Ainda ontem se discutia se os políticos deviam ver cortado o valor proporcional aos dois subsídios que iram ser eliminados "temporariamente" na função pública, mas a questão é bem mais profunda do que isso.
Os políticos, que em grande parte são os responsáveis da nossa actual situação, continuam a agir corporativamente, afastando de forma deliberada, a discussão da necessidade de reforma das actuais estruturas do sistema político português, face a uma situação económica calamitosa, de que são em grande parte co-responsáveis. Assim se à população em geral são exigidos grandes sacrifícios, o sistema politico deverá acompanha-los, sob pena de termos uma cada vez maior partidocracia, que se auto-proteje impunemente.
É imperativo tomar as seguintes medidas:
1. Eliminação, de forma definitiva, dos subsídios de férias e natal a todo e qualquer titular de cargos políticos
2. Fim do financiamento público dos partidos
3. Eliminação do direito a reforma atribuído a titulares de cargos políticos, antes da idade mínima aplicável à população em geral.
4. Fim de qualquer acumulação de qualquer tipo de reforma na função pública
5. Redução em 50% (com efeitos já em 2012), dos orçamentos da Presidência da Republica, AR, etc.
Quarta-feira, Outubro 19, 2011
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