Sábado, Janeiro 07, 2012

Évora

"Viagem de Cosme de Médecis por Espanha e Portugal" (1668-1669)

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Sacrifícios

O aceso debate sobre os sacrifícios exigidos à população portuguesa, resultado do OE para 2012, têm-se pautado pela ausência de uma questão fundamental: o peso dos partidos e dos políticos na despesa pública portuguesa.
Ainda ontem se discutia se os políticos deviam ver cortado o valor proporcional aos dois subsídios que iram ser eliminados "temporariamente" na função pública, mas a questão é bem mais profunda do que isso.
Os políticos, que em grande parte são os responsáveis da nossa actual situação, continuam a agir corporativamente, afastando de forma deliberada, a discussão da necessidade de reforma das actuais estruturas do sistema político português, face a uma situação económica calamitosa, de que são em grande parte co-responsáveis. Assim se à população em geral são exigidos grandes sacrifícios, o sistema politico deverá acompanha-los, sob pena de termos uma cada vez maior partidocracia, que se auto-proteje impunemente.
É imperativo tomar as seguintes medidas:

1. Eliminação, de forma definitiva, dos subsídios de férias e natal a todo e qualquer titular de cargos políticos

2. Fim do financiamento público dos partidos

3. Eliminação do direito a reforma atribuído a titulares de cargos políticos, antes da idade mínima aplicável à população em geral.

4. Fim de qualquer acumulação de qualquer tipo de reforma na função pública

5. Redução em 50% (com efeitos já em 2012), dos orçamentos da Presidência da Republica, AR, etc.

Domingo, Outubro 16, 2011

Sábado, Outubro 15, 2011

Processus Contra Templarius

A Scrinium, uma famosa editora italiana, muito ligada ao Vaticano, publicou há algum tempo documentação directamente ligada ao julgamento da Ordem dos Templários.

Escusado será dizer que coloquei de imediato tal publicação no topo da minha lista de aquisições...até ver o preço. Uma edição limitada de 799 exemplares, cujo custo por exemplar ascende a uns parcos $8.377,00!!!

Se alguém quiser fazer de Pai Natal, aqui fica a sugestão.

OE 2012

As medidas agora anunciadas, revelam um problema grave da nossa classe dirigente actual: a falta de rumo e de visão a médio e longo prazo!

A tomada sucessiva de medidas com efeitos altamente recessivos, não vai ajudar Portugal a sair da crise em que se encontra, pelo contrário, vai agravar a já precária situação económico-financeira.

Se por esta altura, já existem sinais das próprias instituições e mercados internacionais, que os cortes sucessivos e o agravamento de impostos e consequentemente, do nivel de vida da população portuguesa, não é o caminho para a saída da crise (vide a evolução dos juros da divida soberana portuguesa após o anuncio destas medidas), parece que apenas quem está no governo é que não se apercebeu da inutilidade e consequência destas medidas.

A visão do actual modelo de governação em Portugal, virou-se apenas e exclusivamente para a predominância das medidas económicas, deixando para outro plano as medidas que eventualmente são bem mais fundamentais para o país.

Um país que vive num estado de emergência, as injustiças que resultam quer da tomada de medidas com prevalência do carácter economicista, quer de desigualdades que resultam de anos de medidas avulsas, insensatas, imorais e sem qualquer cuidado do ponto de vista do decisor público, abrem caminho para que a população em geral ponha em causa a necessidade de um estado como o conhecemos. E se agora ainda estamos apenas no plano do anuncio, daqui a poucos meses a grande maioria da população estará confrontada com a dura realidade da diminuição da sua qualidade de vida. Se a este cenário juntarmos a verdadeira verborreia de notícias que nos mostram a total disparidade de distribuição da riqueza e por oposição dos sacrifícios, em Portugal, estamos perante uma realidade que nos levanta muita inquietude nos tempos mais próximos, uma realidade que não se deveria repetir tão cedo em Portugal, tendo em conta o mundo onde vivemos.

Assim sendo pergunto: não seria altura de equacionar o exemplo da Islândia, sob pena de daqui a poucos meses, estarmos a viver num país em plena revolução?