A euforia que se vive com a selecção, motiva-me uma vez mais, a uma breve reflexão sobre o comportamento das massas.
Com eborense, muito me alegra que a minha cidade esteja na “ribalta”, se bem que preferia uma cimeira europeia, ou um evento do género Expo.
Mas, não posso menosprezar os efeitos positivos para a economia local: hotéis lotados, restaurantes cheios, um novo estádio, com adjudicação de contratos a empresas locais…
Este ultimo não pode passar sem uma nota: os fundos para o futebol parecem aparecer sempre do nada, e sem que se questione a motivação e a racionalidade económica da aplicação do mesmo. O estádio para onde foi a selecção nacional foi construído em alguns meses, e é uma obra prevista à vários anos, como nova estrutura para o Lusitano de Évora, equipa da terceira divisão. Até agora nunca se realizou, mas como a selecção nacional veio cá durante uma semana…
A febre dos estádios, herdada da euforia do Euro 2005, veio para ficar. Continua a ser o estado português, ou seja, nós (os que pagam impostos), a pagar por esta visão de alguns megalómanos no futebol. Como se isto contribuísse de forma desmesurada para o crescimento da economia nacional! Dá que pensar…