quinta-feira, julho 20, 2006

A crise...da ONU

As consecutivas crises no médio oriente, nas quais a actual crise entre Israel e o Líbano, nada mais é que um novo capitulo, são motivo de preocupação constante. De facto a relação entre Israel e os seus vizinhos é tudo menos pacífica, e a sempre ténue paz, é muito facilmente interrompida por qualquer movimento terrorista, disposto a chamar a si a atenção e os “louros” do combate ao inimigo judeu.
Israel por seu lado, mantêm uma politica de retaliação imediata e incondicional, uma vez que é a única forma de um pais rodeado de inimigos mortais conseguir sobreviver.
No entanto o que mais me preocupa em toda esta crise é o papel precário e banal a que se reduziram as Nações Unidas. De facto a ONU é cada vez menos levadas a sério, e caiu num total descrédito. Os próprios países que a compõem, nomeadamente os membros do conselho permanente, estabelecem total primazia para as suas diplomacias internas actuarem, sendo que as deliberações da Assembleia-geral são cada vez mais olhadas como…o que elas são: declarações de intenções.
Os EUA com uma administração tão isolada do mundo exterior como as administrações americanas do início do século XX, tem restringido e minimizado o papel da ONU na discussão e resolução dos conflitos pelo mundo fora.
A União Europeia por seu lado debate-se com um conflito de interesses entre os seus estados mais poderosos, que preferem actuar por sua conta em vez de actuarem no âmbito da própria politica externa comum da União.