As consecutivas crises no médio oriente, nas quais a actual crise entre Israel e o Líbano, nada mais é que um novo capitulo, são motivo de preocupação constante. De facto a relação entre Israel e os seus vizinhos é tudo menos pacífica, e a sempre ténue paz, é muito facilmente interrompida por qualquer movimento terrorista, disposto a chamar a si a atenção e os “louros” do combate ao inimigo judeu.
Israel por seu lado, mantêm uma politica de retaliação imediata e incondicional, uma vez que é a única forma de um pais rodeado de inimigos mortais conseguir sobreviver.
No entanto o que mais me preocupa em toda esta crise é o papel precário e banal a que se reduziram as Nações Unidas. De facto a ONU é cada vez menos levadas a sério, e caiu num total descrédito. Os próprios países que a compõem, nomeadamente os membros do conselho permanente, estabelecem total primazia para as suas diplomacias internas actuarem, sendo que as deliberações da Assembleia-geral são cada vez mais olhadas como…o que elas são: declarações de intenções.
Os EUA com uma administração tão isolada do mundo exterior como as administrações americanas do início do século XX, tem restringido e minimizado o papel da ONU na discussão e resolução dos conflitos pelo mundo fora.
A União Europeia por seu lado debate-se com um conflito de interesses entre os seus estados mais poderosos, que preferem actuar por sua conta em vez de actuarem no âmbito da própria politica externa comum da União.
Quinta-feira, Julho 20, 2006
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comentários:
Enviar um comentário